Mostrando postagens com marcador graffiti. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador graffiti. Mostrar todas as postagens

Putas fotos!

Em 1975 na cidade de Lyon 150 prostitutas francesas cuparam a igreja protestando contra a repressão policial, multas, prisões e até assassinatos de colegas, que não eram investigados. O movimento se espalhou e igrejas de outras quatro cidades, inclusive paris, foram ocupadas. Além disso, houve greve de sexo comercial.

No dia 11 de junho, a polícia invadiu as capelas e expulsou as mulheres aos socos e pontapés. Só que o mundo inteiro tinha acompanhado o protesto. O resultado foi a criação da Associação de Prostitutas Francesas. Com a revolta, a luta pelo respeito às mulheres da vida ganhou força, multiplicando a organização em diversos países.

E pra comemorar a luta diária dessas mulheres, a Associação de Prostitutas da Paraíba e a Agência Ensaio, com apoio do Governo do Estado e da Prefeitura Municipal, promoveram a 5ª Corrida da Calcinha, realizada na VII Festa do Dia da Prostituta no último dia 02 de junho.

Fui lá na festa, mas não pra correr com uma calcinha na cabeça. Fui pra fotografar toda a irreverência das pessoas que participaram e fazer uma puta arte nas paredes e postes da Rua da Areia, conhecida aqui em João Pessoa pelos seus famosos cabarés. Aqui estão algumas:





Graffiti Female

Estamos no mês das mulheres. Comemoramos o nosso dia no carnaval e durante todo o mês estavam acontecendo festas e eventos por causa disso. Mas março também é o mês do graffiti. Pra quem não sabe, dia 27 de março é o dia do graffiti. E, aproveitando todas essas comemorações, decidi juntar as duas coisas. Como também sou graffiteira, é quase impossível que eu não faça fotos quando vamos pintar algum muro.


Na verdade o graffiti pode ser usado para reivindicar direitos, para dizer o que se pensa, para se expressar artisticamente, mostrar o que outros meios de comunicação não mostram, denunciar questões sociais, propaganda de vários tipos, ou simplesmente riscar seu nome em um local para registrar que você esteve ali. Seguindo esse pensamento, há vestígios de que graffiti e pichação são a mesma unidade ou que o graffiti é uma linguagem única e a pichação é a ação de grafitar qualquer coisa que não agrade o receptor, principalmente se ele não conseguir entender essa escrita ou achar que se deve fazer um trabalho de acordo com seus gostos ou costumes.


Após ser "descoberta" pelo jornal New York Times, a cultura do graffiti desenvolveu-se mais ainda devido as grandes disputas entre os escritores, já fazendo parte da recém criada cultura Hip-Hop, que já se espalhava pelo mundo. No Brasil, o graffiti existia em forma de protestos e propagandas, até que em 1978 foi registrado o primeiro graffiti, já indo para uma linha mais artística, trazida da França. No início dos anos 80, começa aparecer a mesma linha de graffiti que se originou nos E.U.A., mas com as disputas, em pouco tempo os "escritores" criaram um novo tipo de letra, com traços retos e diferente dos americanos, que faziam a assinatura mais arredondada. Infelizmente logo foi apelidado pela mídia de "pichação", e como tal, devia ser repreendida.


Na mesma época que surgiu essa nova escrita, aqui no Brasil já estava germinada a cultura Hip-Hop (vindo através de filmes e música). Assim a cidade era dividida entre os escritores que faziam só letras retas, os artistas plásticos que pintavam à mão-livre, os adeptos da "stencil art" e os que faziam todos estilos dentro do graffiti. Hoje existe uma verdadeira miscelânea, e todos os dias nascem novos artistas das mais variadas influências e opiniões. A escrita reta está sendo apreciada e estudada por diversos estudiosos do Brasil e de outros países. Os próprios escritores de graffiti estão fazendo revistas, vídeos, zines e estão indo para as galerias de arte, e de uma coisa pode-se ter certeza: o graffiti nunca irá morrer.


Aqui na Paraíba temos poucas graffiteiras, e isso não é motivo para deixar de nos expressar. Passar a realidade do dia-a-dia, com toques de amor e revolta é o que fazemos. As tintas e os muros estão aí, a vontade tem de sobra. Colorir é o que importa.