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Lomoaulinha - parte 2

Desculpa a demora pra continuar com as lomoaulinhas, mas eu viajei, gente. Merecia umas férias. Sol, mar, sorrisos e fotos (que logo menos estarão num post aqui no blog). E como tem gente cobrando mais aulas, vamos continuar.. Falaremos sobre a Lomo, SuperSampler e a Horizon.

Lomo LC-A

A primeira e única, a LOMO LC-A foi quem deu o ponto de partida pra toda essa história, criada na década de 80 como parte de uma estratégia militar a pedido do General Igor Petrowitsch Kornitzky, tinha como objetivo ser de fácil uso para que todo cidadão soviético pudesse mostrar ao mundo o modo de vida socialista; em época de guerra fria a propaganda era importantíssima, teve sucesso em países como Cuba, Polônia, Checoslováquia na década de 80; resurgiu em Praga no ano de 1991 por meio de dois estudantes que viajavam sem uma câmera. Uma curiosidade é que sua linha de montagem é toda feita de mulheres apenas (agora o por que eu não sei, e como feminista linda que sou, fiquei fula da vida..). Utiliza filmes 35mm, companheira para todos os momentos com certeza é a máquina que mais carrega significado e sintetiza toda história da lomografia nos últimos anos.



SuperSampler

Multiplicar sua visão por 4, a SuperSampler não é como as outras definitivamente, extremamente leve, de baixa manutenção, não precisa de baterias, utiliza filmes 35mm, essa pequena câmera faz qualquer imagem ganhar movimento devido as suas 4 lentes dispostas horizontalmente. Puxe a corda para avançar o filme, ajuste entre duas velocidades, aperte o botão e txanraaaaaan: fez a foto!!! Os resultados são surpreendentes mas lembre-se que ela precisa de muita luz  (tipo, muita mesmooo) e por isso recomenda-se utlizar um filme ISO entre 400 e 800.



Horizon Perfekt

Em tempos de widrescreen que tal uma fotografia nos mesmos moldes?! A Horizon faz isso e com
maestria, não precisa de baterias, possui lentes de vidro e produz exposições de 58mm (o que dá
aproximadamente dois frames de um filme de 35mm), portanto se você quer imagens panorâmicas ela é sua escolha e ainda permite ajustar velocidades, abertura de maneira fácil e rápida. *o*



Lomoaulinha


Surgiram muitas dúvidas na minha amiguênha Loana sobre câmeras lomográficas, e decidi  postar mais coisas sobre Lomografia aqui.  Vamos conhecer um pouco as câmeras que fazem parte do universo da lomografia, afinal são elas que dão todo charme e estética ao que vemos e sentimos. Com o passar dos anos novos modelos foram sendo incorporados ou criados, cada uma com suas particularidades, que fazem delas objetos únicos. Vou listar as principais e falar um pouco sobre cada uma, ao poucos pra não tornar isso uma leitura chata, beleuza de creuza? Começando:

Holga

Uma das que eu possuo, é uma camêra de médio formato, ou seja, utiliza filmes 120mm e produz imagens em formato quadrado. Tem preço baixo, permite inúmeras modificações em suas estrutura o que faz dela uma das preferidas por muitos usuários, além do que é muito fácil de manusear. Surgiu na década de 80 em Hong Kong, é feita de plástico, inclusive as lentes e como não tem uma boa vedação permite que a luz entre e queime o filme, conferindo efeitos maravilhosos as imagens. Cada uma tem um “defeitinho particular”, o que faz de cada Holga um item único. Pode ser encontrada em cores diversas, com flashes coloridos e até mesmo no formato 35mm, no caso das 135.. *-*




Diana

Ícone dos anos 60, essa câmera de 120mm muito popular, também surgiu na China e sua produção custava incrivelmente apenas 1 dollar devido ao seu baixo custo. Seu uso é muito fácil, do tipo “point and shoot” que cria imagens com desfoque, suavidade, remetem a um sonho e criam toda uma aura e imaginação ao redor dela. Conforme o tempo foi passando e sua reputação aumentando, se tornou cult, uma máquina que usava apenas 1 dólar passou a ser vendida por 150 dólares. E, assim como a Holga possui outros modelos, cores e acessórios que tornam a brincadeira ainda mais divertida.




Fisheye

Outro dos meus bebês ♥.. 170º de visão é o que essa coisa linda proporciona, a única câmera com esse poder de abertura é tão fácil de usar que até parece brincadeira, tudo o que você tem que fazer é avançar o filme, apontar e fazer seu universo sair redondo com filmes 35mm. É compacta, pode ser usada em todos os tipos de situações já que possui flash, deixa tudo em foco em cores brilhantes-contrastadas, então para tirar o melhor de sua fisheye aproxime ela ao máximo do que for fotografar. Detalhe que seu viewfinder é mero enfeite na prática já que sua lente grande tapa grande parte da visão.


lomografia


Lomografia origina-se de LOMO (Leningradskoye Optiko Mechanichesckoye Obyedinenie) que, em bom português significa União de Óptica Mecânica de Leningrado.

A LOMO foi uma fabricante de máquinas fotográficas russa que teve seu início em 1914. Mas a história da câmera que originou todo o movimento lomográfico ocorreu durante a Guerra Fria:

O general do Ministério da Indústria e da Defesa Soviética se apaixonou por uma câmera japonesa, pequena, muito resistente e de ótimas lentes e, com isso em mente, ele ordenou que o diretor da empresa LOMO fabricasse em grande quantidade câmeras que fossem fáceis de usar e de carregar com o intuito de que as famílias russas pudessem usar essas câmeras para registrar o modo de vida soviético. Fabricou-se então a LOMO Kompact Automat (LOMO LC-A), a prercursora de toda a lomografia.



Mas foi em 1991 que as câmeras foram, realmente, descobertas. Dois jovens vienenses, de férias na República Checa, descobriram as câmeras LOMO e se encantaram pela praticidade e os efeitos que aquelas câmeras de plástico produziam. Quando voltaram para seu país, o resultado de suas fotos foram impressionantes que muitos jovens começaram então a aderir a moda que resultou nessa febre que vemos hoje.

A lomografia nada mais é que um estilo de fotografar, e para muitos, um estilo de vida. Não importa muito se as fotos estão sem foco, ou descentralizadas, ou mal enquadradas, o que importa mesmo é registrar o momento, o cotidiano, a vida em movimento.


Hoje, temos uma legião de lomógrafos pelo mundo inteiro, a Sociedade Lomográfica Internacional e até a Brasileira. A lomografia não para, sempre com novidades, com novas câmeras, com lojas! Um mundo cada vez mais tecnológico onde o analógico ainda reina.

Filhas


Cada câmera tem que ser tratada como um filho. Tem que cuidar e dar 'carinho'. Não deixar jogada em qualquer lugar, guardar num local apropriado, dar 'comida' e mantê-la limpa já é um ótimo começo. Sempre  guardar a câmera em um local fresco e seco, longe de janelas, calor e umidade.
Como 'alimentar' sua câmera? A maioria das câmeras digitais trabalham com baterias recarregáveis. Mas como as pilhas costumam ficar fracas quando você está pronto para tirar uma foto importante, é bom sempre ter à mão um jogo de reserva. Cuide das pilhas com a mesma atenção que você dedica à sua câmera (manter longe do calor e umidade também). Só recarregue quando a carga estiver totalmente no fim, assim elas duram mais.
A limpeza  não só preserva a aparência nova e brilhante da câmera, como melhora a qualidade das fotos. É muito importante manter principalmente a lente limpa, porque as partículas de poeira podem causar umas manchas feinhas nas fotos.

Resolvi apresentar minhas 'filhas' hoje. Vamos por idade:



A Canon Powershot A530 foi a primeira, a companheira de aventuras, de viagens e primeiras experiências. Continuo usando muito. Sempre comigo na hora de registrar os graffitis (e por isso tem um monte de resíduo de tinta no copro da coitada! kk). Aprendi e continuo aprendendo muito com ela.



A Polaroid 636 Closeup foi presente do pai. Deu com um filme ainda, usei em menos de uma semana. Fotografei tudo o que via pela frente, só pra ver a foto saindo na hora! Mas depois a Polaroid parou de produzir os filmes (triste isso). Fica de lembrança, por que com a falta de produção os filmes viraram raridade e hoje em dia custa uns
R$ 80,00 e vencidos ainda por cima.



Depois de uns tempo de muito uso, a Canon A530, deu-me um susto e ficou 'doente'. Enquanto ela estava em 'coma', comprei a Fujifilm FinePix S1000fd. Uma semi automática de corpo grande, eu diria. Bom trabalhar com as Fuji também. Brinco muito de fazer panorâmicas com ela.



Minha Lomo Fisheye é muito legal. Lomografia é uma paixão, mas eu só usava câmeras dos outros! Usar os negativos e ficar esperando revelar pra ver se deu certo, é muito legal. Eu gosto do suspense. Ainda mais por que por conta da angulação da lente da 'olho de peixe' as fotos ficam muito bonitas, o efeito que a lente faz é bem legal.



Canon T2i: a caçula! Como todo mundo, eu também quero evoluir em qualidade e aprendizagem, decidi comprá-la. Muito boa e ainda possibilita uma coisa que eu não fazia antes: a troca de lentes. Além de fotografar e aproveitando que estou cursando audiovisual, escolhi a T2i por que também posso filmar em Full HD. E brincar com o foco na hora de filmar é muito bom.

Escolhendo a câmera

Resolvi falar sobre isso hoje, por que tem muita gente me perguntando qual a melhor câmera, o melhor tipo, a melhor marca...
Peguei um texto da amiga Emi (lááá da Bahia), por que ela escreveu tudo o que eu queria dizer:


Escolher uma câmera pode ser uma luta. Pelo menos comigo é assim. Por mais que você pesquise, nunca encontra respostas muito diretas, e parece que quanto mais lemos, mais ficamos perdidos. De início, é preciso dizer algo que todo mundo repete e que é um saco ouvir: a câmera que você deve comprar depende da utilidade que ela vai ter para você.
Não adianta querer comprar uma DSLR quando o que você precisa é de uma câmera prática pra carregar no dia-a-dia, nem é indicado comprar uma compacta se o que você deseja é se profissionalizar na área.
Longe de querer parecer ser mestra no assunto, resolvi apenas trazer alguns pontos úteis que me ajudaram e que podem ajudar você. Depois, vale procurar no Google, ver os sites que indico aqui e ler mais sobre o assunto. Tem muitos artigos legais com várias outras dicas por aí!

Tipos de câmeras

Existem outras categorias, mas as principais delas são as Point & Shoot (compactas) e as DSLRs (versão digital da SLR – Single Lens Reflex). Resumindo de uma forma muito básica e excluindo a parte técnica, as diferenças entre esses dois tipos de câmeras são:
As Point & Shoot são as câmeras menores, que chamamos de compactas. Elas costumam possuir opções menos avançadas e não permitem a troca de lentes. São práticas e têm a vantagem superior de que dá para levá-las para praticamente todos os lugares. Enfim, todos deviam ter uma Point & Shoot. Amém.
As DSLRs são câmeras mais complexas e que permitem a troca de lentes. São indicadas principalmente para profissionais ou pessoas que pretendem se profissionalizar. Apesar de possuírem comandos mais avançados, a maioria das DSLRs também possuem o modo automático, que faz com que você não precise ter nenhum conhecimento aprofundado para poder usá-las.
As principais vantagens das DSLRs é que a qualidade das fotos tende a ser bem melhor e a possibilidade da troca de lentes aumenta demais o potencial delas (se você tiver money pra bancar as lentes, óbvio). Quanto às desvantagens, considero que as principais são o preço alto e a falta de praticidade, por causa do tamanho delas – não é sempre que dá pra carregar esse trambolho todo contigo.
Pra quem só quer tirar fotos e brincar um pouco, as compactas são o suficiente. Principalmente porque a qualidade delas está cada vez melhor. Só que quem espera mais das fotografias sempre acaba sentindo a necessidade de uma DSLR… O negócio é dividir em 1000 mil vezes e ter as duas! Há!

A melhor marca

Sem essa de melhor marca. Por mais que existam os fãs clubes, as câmeras simplesmente têm características diferentes e são melhores ou piores de acordo com as necessidades do usuário. A depender do estilo do fotógrafo e do que ele preza mais na hora de utilizar o equipamento, ele vai preferir essa ou aquela marca.


O mito dos Megapixels
É comum perguntarmos sobre a qualidade de alguma câmera e recebermos em resposta um “Ah, ela tem [300 mil] megapixels”. Nesses casos, quase vale responder com um “E daí?” à essa afirmação. Osmegapixels são importantes, sim. Mas a qualidade do sensor da câmera também está ligada a isso.
Os MPs são, resumidamente, uma medida de 1000×1000 pixels de unidade, que indicam a quantidade de pixels que o sensor de uma câmera capta (e pixels são os pontinhos minúúúsculos que compõe as imagens digitais).
O problema é que, por mais megapixels sua câmera possa ter, a qualidade deles dependem da qualidade do sensor. Alguns sensores têm capacidade de captação de luz melhor ou de maior precisão nas cores, coisas assim. E, claro, alguns sensores são de péssima qualidade – é por isso que, geralmente, seu celular de 12.1 MP não é melhor do que sua câmera de 6.0 MP.
A partir do momento em que você conhece a qualidade de toda a câmera, a quantidade de megapixels passa a importar ou não de acordo com a necessidade que você vai ter para os arquivos. Câmeras com muitos MP só realmente necessárias para quem pretende fazer grandes ampliações, produzir outdoors etc. É que os pontinhos minúúúsculos serão esticados, e a imagem pode perder a qualidade se a sua composição não tiver tantos pontos minúúúsculos assim.

Sites de comparação

Ok, tudo isso ajuda a esclarecer algumas dúvidas, mas definitivamente não dá tanta luz assim na hora de escolher a câmera. Por isso, acho super úteis os sites que fazem comparações e outros que a gente pode usar para a mesma finalidade.
Já que estamos falando de imagens, nada melhor do que usar fotos para entender as diferenças. É por isso que eu considero o Comparometer, do Imaging-Resource, a ferramenta mais útil na hora de escolher uma câmera. Neste link, você encontra uma vasta lista de modelos para serem analisados (lembre-se de clicar em All Cameras se não encontrar na primeira lista a que está procurando).
Cada uma delas tem uma série de fotos tiradas em ambientes controlados que simulam situações semelhantes entre todas as câmeras. Com essas imagens super detalhadas, você consegue perceber onde as máquinas se diferenciam.
Outro site muito bom é o DPreview. Ele tem todas as especificações técnicas que você precisa saber, inclusive umas que a gente nem sonha que existe.
Para quem procura uma opção em português, este site tem resenhas sobre várias câmeras e comparações com alguns modelos próximos.
No Flickr, há Finder que indica as câmeras usadas pelos fotógrafos da rede. Além de gráficos comparativos e de uma listagem dos modelos por marcas, dá pra ver alguns exemplos de fotos tiradas com cada um deles.
Na hora de ter uma noção do preço das máquinas, nada melhor do que Mercado Livre. Coloque o modelo que você procura para ter uma noção dos preços. Vale lembrar que algumas grandes lojas virtuais são boas opções para compactas, mas são bem careiras quando o assunto são as DSLRs!

Outros links úteis

Se depois de tudo isso, você ainda está em dúvida, vale a pena recorrer a algum profissional ou amigo que entenda um pouco mais do assunto. Pergunte sem medo! :) De qualquer maneira, aqui vão alguns artigos que também podem te guiar mais um pouco na empreitada: