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filmes


Não, não é sobre cinema que falaremos aqui. E sim, sobre filmes fotográficos.A maioria das pessoas que estão lendo esse post cresceram com câmeras de filme, aquelas que a gente pedia emprestada da tia pra ir pra excursão da quarta série no zoológico kkkk. Mas nós crescemos, compramos máquinas digitas e muita gente vêm esquecendo de como era legal pegar aquele filme depois da viagem e esperar uns dias pra ver o resultado das fotos… Reforço a ideia de que todos deveriam sentir a 'adrenalina' de esperar pelo resultado das fotos novamente. Mas aí surge a dúvida: Qual filme eu uso na minha câmera? Quais as diferenças entre filmes? Txan ran:

110 e 126 - Para as câmaras simples de uso amador. Nos tamanhos 110 (retangular) e 126 (quadrado). Ficaram famosos nos anos 70, mas atualmente são tão dificeis de achar por conta da fragilidade das câmeras e os filmes não permitem ampliações muito grandes.

120 e 220 – o 120 é o filme que a gente usa na Diana F+. Ele vem enroladinho em uma bobina de plástico (do lado de fora da bobina!) e parece que ele é de papel, mas aquilo é só a proteção do filme. O filme de 120 permite fazer 12 fotogramas de 60x60mm, o formato de 220 tem o dobro de filme, permitindo ao fotógrafo fazer 24 exposições de 60x60mm. O número de poses é determinado pela câmera, sendo mais comuns os formatos 6×6 (12 poses) e 4,5×6 (15 poses).

135 (conhecido como 35mm) – é o formato ‘comum’. Aquele que a gente acha em qualquer banca de jornal. O filme é enrolado dentro da bobina de plástico pra ficar bem protegido contra a luz. Pode ser que você encontre diferentes tipos de 35mm (no caso, a revelação é diferente: C41 ou E6), mas ele é o mais utilizado nas cameras analógicas. Tem aqueles ‘buraquinhos’ em volta do filme pra que ele possa ser preso com mais segurança em algumas câmeras.


Ah, sim, tenham alguns cuidados com seus filmes:

♥ Logo depois que ele terminar, procure levar o filme para revelar o mais rápido possível. Com o tempo, as cores podem ser modificadas e as fotos podem não sair do jeito que você planejou.

♥ Quando estiver viajando de avião, peça para ter seus filmes inspecionados manualmente. As máquinas de raio-x podem afetar seus filmes, ainda mais se o ISO deles for maior do que 800.

♥ Sempre mantenham seus filmes longe do sol, da poeira e do calor. E claro, nada de mergulhar os coitados na água. :)

múltiplas!


Em termos fotográficos, exposição é o momento em que a luz entra através da lente para formar a foto, é quando o mecanismo da câmera fica literalmente exposto à luz exterior: quanto maior o tempo de exposição, mais clara ficará a foto depois de pronta (mais óbvio impossível, né?) e o contrário acontece quando o tempo for menor.

Nas câmeras analógicas existe um recurso que permite fotografar duas vezes (e/ ou mais) em cima de um único fotograma: o mecanismo libera o obturador sem que o filme avance, deixando você fotografar mais uma vez no mesmo local em que uma primeira imagem foi feita, criado essa linda mistura incrível de luzes e formas! Tou amando fotografar assim. ♥


Mas não é exatamente toda câmera de filme que te dá essa possibilidade: as automáticas vêm com anti-dupla exposição, passando o filme logo depois que você bate uma foto. Mas afinal, qual é a câmera certa pra fazer o efeito? As digitais não fazem? E tem como criar tudo no Photoshop mesmo? Essas perguntas serão respondidas num próximo capítulo, nesse mesmo horário, nesse mesmo blog.

Agora queria mostrar uns fotógrafos que me inspiram muito:

O Florian Imgrund's que usa e abusa com os filmes preto e branco.


E Dan Mountford, que ousa bastante no preto e branco também, mas graças a Jaspion, não esquece dos filmes coloridos que dependendo do filme o efeito fica cada vez mais lindo.




tudo novo de novo

Então, pessoas.. Não morri, não parei de fotografar, não parei de fazer vídeos, nem muito menos desisti do blog. Mas a vida me fez passar por um monte de mudanças, não só de ciclos de amizade, não só de empregos, não só de amores, mas mudanças mesmo. Mudei de casa por uns tempos, pois a minha estava passando por uma reforma, fiquei um tempo sem pc e estava meio difícil de acessar uma internet com a velocidade legal pra colocar as fotos aqui, fazer pesquisas, tudo, enfim..
Pois bem. A reforma acabou (Todos grita: Ê!). Tenho que atualizar isso aqui, né? Muitos meses sem postar.. Tenho tanta coisa pra dividir, notícias boas sobre mim e minhas coisas profissionais, meus projetos, minhas fotos e vídeos..

Pra começar o dia bem, deixo uma foto que fiz durante a reforma aqui de casa. ;D

Lomoaulinha - parte 2

Desculpa a demora pra continuar com as lomoaulinhas, mas eu viajei, gente. Merecia umas férias. Sol, mar, sorrisos e fotos (que logo menos estarão num post aqui no blog). E como tem gente cobrando mais aulas, vamos continuar.. Falaremos sobre a Lomo, SuperSampler e a Horizon.

Lomo LC-A

A primeira e única, a LOMO LC-A foi quem deu o ponto de partida pra toda essa história, criada na década de 80 como parte de uma estratégia militar a pedido do General Igor Petrowitsch Kornitzky, tinha como objetivo ser de fácil uso para que todo cidadão soviético pudesse mostrar ao mundo o modo de vida socialista; em época de guerra fria a propaganda era importantíssima, teve sucesso em países como Cuba, Polônia, Checoslováquia na década de 80; resurgiu em Praga no ano de 1991 por meio de dois estudantes que viajavam sem uma câmera. Uma curiosidade é que sua linha de montagem é toda feita de mulheres apenas (agora o por que eu não sei, e como feminista linda que sou, fiquei fula da vida..). Utiliza filmes 35mm, companheira para todos os momentos com certeza é a máquina que mais carrega significado e sintetiza toda história da lomografia nos últimos anos.



SuperSampler

Multiplicar sua visão por 4, a SuperSampler não é como as outras definitivamente, extremamente leve, de baixa manutenção, não precisa de baterias, utiliza filmes 35mm, essa pequena câmera faz qualquer imagem ganhar movimento devido as suas 4 lentes dispostas horizontalmente. Puxe a corda para avançar o filme, ajuste entre duas velocidades, aperte o botão e txanraaaaaan: fez a foto!!! Os resultados são surpreendentes mas lembre-se que ela precisa de muita luz  (tipo, muita mesmooo) e por isso recomenda-se utlizar um filme ISO entre 400 e 800.



Horizon Perfekt

Em tempos de widrescreen que tal uma fotografia nos mesmos moldes?! A Horizon faz isso e com
maestria, não precisa de baterias, possui lentes de vidro e produz exposições de 58mm (o que dá
aproximadamente dois frames de um filme de 35mm), portanto se você quer imagens panorâmicas ela é sua escolha e ainda permite ajustar velocidades, abertura de maneira fácil e rápida. *o*



Lomoaulinha


Surgiram muitas dúvidas na minha amiguênha Loana sobre câmeras lomográficas, e decidi  postar mais coisas sobre Lomografia aqui.  Vamos conhecer um pouco as câmeras que fazem parte do universo da lomografia, afinal são elas que dão todo charme e estética ao que vemos e sentimos. Com o passar dos anos novos modelos foram sendo incorporados ou criados, cada uma com suas particularidades, que fazem delas objetos únicos. Vou listar as principais e falar um pouco sobre cada uma, ao poucos pra não tornar isso uma leitura chata, beleuza de creuza? Começando:

Holga

Uma das que eu possuo, é uma camêra de médio formato, ou seja, utiliza filmes 120mm e produz imagens em formato quadrado. Tem preço baixo, permite inúmeras modificações em suas estrutura o que faz dela uma das preferidas por muitos usuários, além do que é muito fácil de manusear. Surgiu na década de 80 em Hong Kong, é feita de plástico, inclusive as lentes e como não tem uma boa vedação permite que a luz entre e queime o filme, conferindo efeitos maravilhosos as imagens. Cada uma tem um “defeitinho particular”, o que faz de cada Holga um item único. Pode ser encontrada em cores diversas, com flashes coloridos e até mesmo no formato 35mm, no caso das 135.. *-*




Diana

Ícone dos anos 60, essa câmera de 120mm muito popular, também surgiu na China e sua produção custava incrivelmente apenas 1 dollar devido ao seu baixo custo. Seu uso é muito fácil, do tipo “point and shoot” que cria imagens com desfoque, suavidade, remetem a um sonho e criam toda uma aura e imaginação ao redor dela. Conforme o tempo foi passando e sua reputação aumentando, se tornou cult, uma máquina que usava apenas 1 dólar passou a ser vendida por 150 dólares. E, assim como a Holga possui outros modelos, cores e acessórios que tornam a brincadeira ainda mais divertida.




Fisheye

Outro dos meus bebês ♥.. 170º de visão é o que essa coisa linda proporciona, a única câmera com esse poder de abertura é tão fácil de usar que até parece brincadeira, tudo o que você tem que fazer é avançar o filme, apontar e fazer seu universo sair redondo com filmes 35mm. É compacta, pode ser usada em todos os tipos de situações já que possui flash, deixa tudo em foco em cores brilhantes-contrastadas, então para tirar o melhor de sua fisheye aproxime ela ao máximo do que for fotografar. Detalhe que seu viewfinder é mero enfeite na prática já que sua lente grande tapa grande parte da visão.


Ver sem olhar

Considerando as cores como luz, a cor branca resulta da sobreposição de todas as cores primárias (amarelo, azul e vermelho), enquanto o preto é a ausência de luz. Uma luz branca pode ser decomposta em todas as cores (o espectro) por meio de um prisma.

O conceito das cores é parte da fotografia, graças a luz (ou a falta dela) que foi possível registrar o momento. O fotografo desenha com luz e contraste, calcula a velocidade, sensibilidade e intensidade da luz. É uma arte pouco valorizada, mas essencial.

Pete Eckert é um fotógrafo cego, muito admirado por mim, que prova ser um homem de visão e consegue capturar imagens em movimento com câmeras analógicas!



Em suas próprias palavras :

Sou apenas um turista neste mundo com visão.

Mulheres falam sobre um telhado de vidro. Cegos encaram uma porta de vidro à sua frente. Nós podemos olhar para o local de trabalho, mas não podemos entrar. Eu faço outra coisa. Eu passo fotos por baixo da porta do mundo dos cegos para serem vistas na luz dos videntes. Eu vejo meu trabalho quando tiro a foto com o olho da minha mente. Eu “vejo“ cada foto muito claramente, só que uso som, tato e memória.
Eu sou mais um artista conceitual do que um fotógrafo.

Magicanalógica


Estava aqui fazendo meus estudos e decidi entrar na internet (leiam: curiosidade nas mensagens das redes sociais falou mais alto), quando entrei no Flickr e vi uma das fotos da Yulia Kazban. Fiquei encantada.. Sim, é essa a palavra mesmo pra poder expressar o que eu senti na hora que vi. Ela só faz fotos analógicas, mesmo tendo todo várias opções para se fazer fotografia digital de qualidade.


Yulia Kazban é uma fotógrafa que nasceu em 1983 em Sumy, uma pequena cidade na Ucrânia, mas viveu desde a infância na Rússia. Começou  a fotografar quando era criança. Seus pais tinham uma câmara escura em casa (meu sonho *-*). Para ela, o processo de revelação é como mágica, e por isso só faz fotos analógicas até hoje.



Câmara Viajante

Falei dos retratos pintados, mas queria falar também sobre os monóculos, os fotógrafos lambe-lambes, por que vim fazer umas pequena visita pra minha avó, vimos umas fotos e lembrei das 'fotos instantâneas'. Tem gente que compara esse tipo de fotografia com as fotos postadas pelo celular na Internet, o que eu acho que não tem nada de semelhante. Não tem todo o glamour do processo da revelação da fotografia. Sem falar que não é todo mundo que podia ver os 'retratos' de vovó, nem de qualquer outra pessoa que fizesse foto numa romaria.
Enfim... Voltando à visita... Achei uma caixa cheinha de monóculos. Taaaaantas fotos lindas, mas segundo vovó: "Isso eram os retratos que a gente mandava fazer e pagava e recebia na hora". Como eu falo demais, e acabo me enrolando, achei um vídeo documentário que mostra tudo o que eu quero dizer. Assistam:


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Fotografia Espírita


Quando, na segunda metade do século XIX, a fotografia se tornou acessível ao grande público das grandes metrópoles, não eram só os vivos que corriam a tirar os seus retratos nos estúdios da moda. Fantasmas, auras e mesmo imagens criadas pela mente foram também presença habitual em algumas das fotografias da época. Estas imagens espíritas enriqueceram vários fotógrafos, que se gabavam de conseguir captar, para a posteridade, fotografias de parentes queridos, já falecidos. Os retratos, que chegaram até aos dias de hoje, são um marco na história social e cultural da época, muito antes de o Photoshop ter revolucionado a nossa relação com a fotografia.


As primeiras fotografias espíritas conhecidas remontam a Boston, por volta de 1862. Foi lá que William Mumler montou um estúdio de fotógrafo/médium, onde dava vida fotográfica a defuntas celebridades, amigos e familiares de clientes endinheirados. A fotografia mais famosa de Mumler mostra a viúva de Abraham Lincoln, Mary Todd, com o suposto fantasma do marido em segundo plano. Enquanto uma simples fotografia custava, geralmente, alguns cêntimos de dólar, Mumler cobrava 10 dólares por cada um dos seus retratos.


Alguns anos mais tarde, apesar de muitos dos clientes confirmarem que os seres que apareciam no fundo das fotografias eram realmente os seus falecidos familiares, Mumler foi acusado de fraude e levado a tribunal. Embora não tenha sido declarado culpado, por falta de provas, o fotógrafo nunca mais conseguiu retomar o negócio.  O fenômeno da fotografia espírita, posteriormente fomentado por diversos seguidores de Mumler, teve o seu auge nesse período do século XIX. O entusiasmo pelo espiritualismo na primeira metade do século, com destaque social dado a alguns médiuns de renome, e a novidade dos primeiros aparelhos fotográficos levou a que alguns estúdios especializados em fotografia espírita ganhassem enorme projeção  Especialmente com a vontade de rever os mortos da guerra civil norte-americana, que terminou em 1865.


A maior parte dos truques usados são, aos olhos de hoje, bastante simples e amadores. Porém, numa altura em que muitos ainda se mostravam espantados pelas imagens fiéis que as fotografias representavam, as técnicas usadas por muitos destes fotógrafos confirmavam o assombro trazido pelas novas tecnologias e faziam acreditar na presença de espíritos entre os vivos. A artimanha mais simples consistia em usar um assistente envolto num manto, que pousava em segundo plano para a fotografia, durante poucos segundos. Uma vez que estes primeiros aparelhos fotográficos ainda necessitavam de uma exposição prolongada, a presença do assistente durante 10 ou 20 segundos bastava para criar uma imagem parcial, translúcida e fantasmagórica. Quanto aos clientes, concentrados em pousar imóveis durante cerca de 60 segundos, não davam pela presença do discreto assistente. Outros truques passavam pelo recurso à dupla exposição no mesmo filme, espelhos e outras técnicas aplicadas na fase de revelação da fotografia. Mesmo assim, a presença de elementos fantasmagóricos em algumas das fotografias da época continuam inexplicáveis.


Enquanto Mumler caía em desgraça, um novo fotógrafo especializado em fotografia espírita ganhava nome no outro lado do Atlântico, em Londres. Frederick A. Hudson, um fotógrafo profissional, estabeleceu uma parceria com um casal de médiuns e convenceu alguns dos notáveis londrinos da credibilidade das suas fotografias, incluindo o editor do Jornal Britânico de Fotografia. Na história deste tipo de fotografias ficou também o francês Louis Darget que, já no final do século XIX, começou a produzir fotografias que alegadamente representavam auras e pensamentos humanos. As fotografias de radiações humanas, como auras e outro tipo de forças vitais começaram a ser comuns após a descoberta das imagens de Raio-X. Já as fotografias que representam imagens criadas pela mente tiveram um grande impacto na criação artística japonesa. Esta corrente, nensha em japonês, teve alguns dos seus exemplos mais famosos nos estudos de Tomokichi Fukurai, no princípio do século XX. Um dos seguidores mais entusiasta das fotografias paranormais foi o criador de Sherlock Holmes, Sir Arthur Conan Doyle. O escritor manifestava-se frequentemente a favor da autenticidade deste tipo de imagens e chegou mesmo a ocupar o cargo de vice-presidente da Sociedade para o Estudo de Imagens Supranormais, uma associação londrina criada em 1918.