Graffiti Female

Estamos no mês das mulheres. Comemoramos o nosso dia no carnaval e durante todo o mês estavam acontecendo festas e eventos por causa disso. Mas março também é o mês do graffiti. Pra quem não sabe, dia 27 de março é o dia do graffiti. E, aproveitando todas essas comemorações, decidi juntar as duas coisas. Como também sou graffiteira, é quase impossível que eu não faça fotos quando vamos pintar algum muro.


Na verdade o graffiti pode ser usado para reivindicar direitos, para dizer o que se pensa, para se expressar artisticamente, mostrar o que outros meios de comunicação não mostram, denunciar questões sociais, propaganda de vários tipos, ou simplesmente riscar seu nome em um local para registrar que você esteve ali. Seguindo esse pensamento, há vestígios de que graffiti e pichação são a mesma unidade ou que o graffiti é uma linguagem única e a pichação é a ação de grafitar qualquer coisa que não agrade o receptor, principalmente se ele não conseguir entender essa escrita ou achar que se deve fazer um trabalho de acordo com seus gostos ou costumes.


Após ser "descoberta" pelo jornal New York Times, a cultura do graffiti desenvolveu-se mais ainda devido as grandes disputas entre os escritores, já fazendo parte da recém criada cultura Hip-Hop, que já se espalhava pelo mundo. No Brasil, o graffiti existia em forma de protestos e propagandas, até que em 1978 foi registrado o primeiro graffiti, já indo para uma linha mais artística, trazida da França. No início dos anos 80, começa aparecer a mesma linha de graffiti que se originou nos E.U.A., mas com as disputas, em pouco tempo os "escritores" criaram um novo tipo de letra, com traços retos e diferente dos americanos, que faziam a assinatura mais arredondada. Infelizmente logo foi apelidado pela mídia de "pichação", e como tal, devia ser repreendida.


Na mesma época que surgiu essa nova escrita, aqui no Brasil já estava germinada a cultura Hip-Hop (vindo através de filmes e música). Assim a cidade era dividida entre os escritores que faziam só letras retas, os artistas plásticos que pintavam à mão-livre, os adeptos da "stencil art" e os que faziam todos estilos dentro do graffiti. Hoje existe uma verdadeira miscelânea, e todos os dias nascem novos artistas das mais variadas influências e opiniões. A escrita reta está sendo apreciada e estudada por diversos estudiosos do Brasil e de outros países. Os próprios escritores de graffiti estão fazendo revistas, vídeos, zines e estão indo para as galerias de arte, e de uma coisa pode-se ter certeza: o graffiti nunca irá morrer.


Aqui na Paraíba temos poucas graffiteiras, e isso não é motivo para deixar de nos expressar. Passar a realidade do dia-a-dia, com toques de amor e revolta é o que fazemos. As tintas e os muros estão aí, a vontade tem de sobra. Colorir é o que importa.

2 comentários:

Eliz... disse...

Eita que post lindo! Gostaria de fazer parte desse universo do graffiti mas infelizmente Pai pai do céu não me deu esse dom! Lindo esse texto e as fotos nem se falam E viva nós mulheres!

Priscila Lima disse...

Papai do Céu também não me deu o DOM, mas eu tento assim mesmo! kkk

;**

Postar um comentário